segunda-feira, 19 de outubro de 2009

A Mulher Plena (?)


- Mulher Família: Aquela que tem filhos, netos, é esposa, filha, irmã, sabe se relacionar com cunhados, cunhadas, sogro, sogra, genro, nora. Quase tudo ao mesmo tempo!

- Mulher Trabalho: - Aquela que se arrisca a enfrentar o assédio sexual (que é muito comum e pouco delatado), aquela que possivelmente se utiliza de apelo sexual para conseguir o que precisa no trabalho (no Brasil, especialmente, aquele jeitinho típico de conseguir as coisas) . - Que trabalha porque precisa e/ou porque não quer depender de marido, nem de pai, nem de filho. Que busca desafios cada vez maiores, competitividade, uma rede social ampliada, um desenvolvimento a parte, diversão. Não esqueçamos as mulheres invejáveis que trabalham por pura diversão!


- Mulher Política e/ou Mãe Pública: aquela que é a mãe de todos menos a dos próprios filhos (generalizando!). Aquela que amamenta ao mesmo tempo amamenta o maior número de bebês, cria, educa, alimenta, trata, veste, investe e habita.


- Mulher Cidadã: Aquela que reflete sobre os acontecimentos globais, tem opinião formada, vota, paga impostos, exige o seu (mas não somente o seu) bem estar social e econômico.


- Mulher Intelectual: Aquela que lê de formas variadas e capta o que se passa na vizinhança, na cidade, no país, no mundo intelectual, nos eventos políticos, sociais e econômicos. Tem a sensibilidade de captar e formar opiniões, tendências, buscar histórias, escrevê-las, desenhá-las em sua mente e publicá-las de forma eloqüente (e/ou artística)


- Mulher Artista (que além de intelectual é artista): aquelas que nasceram com retina especial. Ou que em algum momento de suas vidas, puseram uma lente específica. A qual faz ver o mundo com cores exóticas, pouco vistas, observadas. Exploram seu sentido aguçado para tornar real aquilo que para o senso comum inexiste. Tornar vivo o morto. Morto o vivo. As mulheres artistas criam a arte que empresta por um momento a sua lente especial, e faz os humanos verem a si mesmos ora como animais, heróis, seres miseráveis, divinos, extra-terrestres.


- Mulher de Marajá (socialites): Tentam mostrar que fazem algo de útil para os outros a não ser para si mesmas. Nem todas são vazias. Algumas são até fofas. Buscam e lutam pelo bem da sociedade por meio de eventos beneficentes. Outras são realmente cultas, porque utilizam do seu tempo para ler, pesquisar, estudar, etc. Há as que são fúteis. Há também as que não fazem nada além de fofocar, tricotar, comprar e controlar a vida dos filhos e das empregadas. Pois não há como colocar mais bichos na casa para cuidar.


- Mulher Vulgar: putas, cafetãs, prostitutas de luxo, e algumas que fazem de tudo e mais um pouco por um minuto de fama. Sem esquecer, claro, aquela “amiga sua” que não sabe usar o decote nem a calça de cintura baixa. A mulher que paquera o seu namorado/marido/noivo também entra no grupo das vulgares!


- Mulher Palhaça: Aquela que diz “um tapinha não dói (ela também deve ser uma mulher vulgar)”, aquela que paga o cineminha pro namorado/noivo/marido A VIDA INTEIRA e todas as outras contas dele. Aquela que não sabe se impor na hora certa. Aquela que gosta de agüentar desaforo. Aquela que não sabe se maquiar e faz questão de repetir a dose sempre que vai bater uma foto de pertinho.


- Mulher Econômica (a esposa do Homo Economicus): Aquela que vai ao supermercado já com o tablóide na mão, sabe sempre onde está mais barato. Que conhece as datas previstas das liquidações. Que compra e olha a data de validade pra ver se o produto tem a data mais longa possível. Que compra nem mais menos. Somente o necessário. Que põe na ponta do lápis todas as receitas e despesas, que faz provisão. Que deixa qualquer marido e filho louco, porque quer economizar (obstinadamente). Aquela mulher que vive mais o futuro do que o presente.


- Mulher Escrava: se os meus cálculos estiverem corretos, elas estão em extinção. Mas ainda se encontram no acervo biológico de "algumas tribos do mato".


- Mulher Gata: Aquela que se ama, tem auto-estima, bom senso e bom gosto. Transcende paradigmas (tem o próprio estilo), respeita as pessoas, não julga, tenta ser feliz. E apesar de tudo tem um corpo e/ou rosto lindo.
 



E aí, que tipo de mulher você é?
Eu? Não sou nenhuma delas. Porque eu não tenho rótulo, não tenho tarja, não tenho tipo, não tenho descrição.

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