Spirit Cheers Soul
Há dias em que tudo parece tão frágil, sensível. Dias específicos, quando você olha e vê todo o esforço diário, toda batalha, tudo o que você tem. Junta tudo e constrói um castelo. O seu castelo. Nesses dias, ele se transforma num castelo de areia.
Todos os carboidratos evitados, lipídios adiados. As calorias perdidas, a vaidade inflada, a cintura afinada. O tênis da Adidas, a calça jeans mais hip, sexy, a blusinha mais original, a bolsa LV. A chapinha, a unha quadrada, o batom Dior, o sabonete de chá verde L’Occitane, a toalha Karsten, o travesseiro de pena de ganso, os Três travesseiros perdem um pouco de valor nesses dias.
Você já andou se perguntando "O que estou fazendo? Pra que vale tudo isso? Será que estou fazendo aquilo que realmente importa?" Lembro-me da penúltima vez que me perguntei: foi no meu mini acidente de carro. Mini, porque o único estrago foi o espelho do carro, meu e da senhorinha que passava ao meu lado, numa péssima hora. Hoje é até engraçado. Eu falei “Fica tranqüila, eu pago, eu errei”. Estava distraída. (Na verdade, estava tendo um dia péssimo. E foi a duas quadras da minha casa, durante o meu horário de almoço. Pico de estresse.) Ela foi super educada, tranqüila. Enfim...
Não se leva nada deste mundo, dizem os sábios. Por isto se investe tanto: nas alegrias, nos momentos, nos relacionamentos. Estes se tornam o maior e mais lucrativo investimento que podemos fazer. (Palavra de administradora.)
Vivemos para pagar as contas? Sim, e não só por isso! Há muito mais pra se viver, se encantar, se apaixonar. Viver é lutar, lutar apaixonadamente (todo santo dia). Tudo tem seu gosto, seu cheiro, sua vibração. Sentir é o que há. Há momentos em que sentimos o nada, e tudo bem! Consciência é o que há. Ah... passa. Passa, vai.
E quando você menos percebe, já passou. Você está rodeada de pessoas que sabem sentir, viver, vibrar, se apaixonar. E você sente uma benção, uma aura divina. Gratidão. Gratidão é o que há.
Nos vários círculos em que o ser humano se envolve, sempre tem um que está pendendo à uma elipse, ou se quebrando, se vergando. Mas há toda uma força natural de equilíbrio, como um instinto. Já vivi anos sem senti-la. Sentindo-me sub-humana, pedaços de cérebro, coração, fantasma. A força natural é imensa, está em qualquer lugar, basta não se fechar. Ela faz você se apaixonar pela sua profissão, pela sua família, pelos seus amigos, seus irmãos, seu namorado. A paixão saudável mantém laços com o amor verdadeiro. E esse é o “As” que faz seu círculo virar, revirar e voltar ao seu estado natural. Redondo!
E quando tudo está redondo, claro, a ocasião pede uma Skol hahaha... pra comemorar as redondezas dos redondéis. Afinal o castelo voltou a ser de mármore, as coisas reconquistaram sua solidez. Solidez, liquidez, altivez.
*) Péri, Naomi: um grande beijo! Obrigada pelas boas vindas. Contem cmg pra fazer bombar este blog.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário