Morar fora. Sem os pais, sem família, sem dinheiro. O que fazer?
Vivi quatro anos da minha vida dividindo apê com minhas amigas em Bauru. Três meses com um ex no Japão e mais quatro em vários hotéis entre Paulínia e Campinas. O que posso dizer é que morar sozinho é caro. Em São Paulo, então, nem se fala.
Tirando as contas fixas (aluguel, condomínio, água, luz e gás), cada bolso sabe o quanto pode sustentar de luxo (tv a cabo, internet banda larga, faxineira) sem afetar drasticamente a conta bancária. Mesmo porquê, na maioria dos casos, não compensa comprar a liberdade a juros altíssimos do cheque especial, caso seu holerite não possa sustentar essa empreitada.
Há dois anos estou ensaiando a voltar a morar sozinha, sem família. A meta desse ano é conseguir. Aí começo a buscar por casa/ apartamento com aluguel barato; fazer contas na ponta do lápis; procurar alguém pra dividir; cogitar vender o carro... uma canseira só de pensar.
Mas penso que é para o bem estar da família, muito mais do que para minha liberdade propriamente dita. A sabedoria japonesa que eu herdei foi de saber preservar o que eu quero para o meu futuro. E o que eu quero é poder ter sempre minha família me querendo bem. Em alguns casos, é melhor deixar o lar enquanto há tempo...
terça-feira, 3 de março de 2009
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